Futuro sem mídia física do Playstation 6 deixará 62% do mundo sem acesso aos jogos

Situação fica mais e mais complicada para a Sony, mas a empresa parece resoluta na decisão.

Uma realidade dura aguarda jogadores em 121 países assim que a Sony concretizar seu plano anunciado de encerrar a produção de discos físicos em janeiro de 2028. Apenas 38% dos paísesterão acesso à PlayStation Store no PS6. Os outros 62% ficarão excluídos.

Essa disparidade no acesso à PSN não é novidade, com a polêmica envolvendo Helldivers 2 em 2024 trazendo o assunto à tona brevemente. Na ocasião, a Sony tentou exigir a vinculação obrigatória de contas da PSN, evidenciando quantos países sequer permitiam a criação dessas contas.

A lista de 121 países foi documentada na época, não sofreu alterações desde então e a Sony não se manifestou sobre aumentá-la. A empresa, porém, reverteu a decisão no caso de Helldivers 2.

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Os excluídos

Créditos: Capcom.

Entre os países atualmente excluídos estão Estônia, Jamaica, Quênia, Paquistão, Vietnã, Zimbábue e Venezuela, além de dezenas de outros. Não são lugares minúsculos ou sem cultura de jogos. São nações com milhões de jogadores que dependem da mídia física porque a infraestrutura digital não suporta a PSN.

Ou porque a plataforma simplesmente não está disponível na região.

Assim, em muitas dessas regiões, discos físicos não são apenas uma questão de preferência. Velocidades de internet instáveis, infraestrutura de pagamento limitada e a ausência de lojas locais da PSN tornam o disco a única via realista para adquirir um jogo.

Eliminar o disco é eliminar totalmente o acesso.

Outros impedimentos

Créditos: IO Interactive A/S.

A comunidade foi rápida em apontar soluções alternativas. Uma delas seria criar uma conta da PSN registrada em um país vizinho, vinculá-la a uma conta do PayPal daquela região ou adicionar saldo usando cartões-presente virtuais. Métodos que os jogadores já utilizam hoje.

O problema é que o próprio Contrato de Licença de Usuário Final da Sony estabelece que os usuários devem fornecer informações precisas da conta. E a empresa se reserva explicitamente o direito de suspender, encerrar ou restringir contas que não cumpram essas regras.

Para piorar, a comunidade ainda descobriu que a Sony proíbe a alteração da região associada às contas da PSN. Uma vez criada a conta e selecionado o país, os usuários não podem alterar posteriormente esse país ou código de região.

Com isso, a Sony pode verificar o país de residência do usuário por meio das informações de cobrança associadas ao cartão de crédito ou débito no momento da compra. Se os dados do cartão não coincidirem com a região registrada na conta, a transação será simplesmente rejeitada.

Ou seja, se um jogador cria uma conta na PSN em um país e depois se muda para outro, ele não conseguirá transferir seu conteúdo adquirido para uma nova conta vinculada à sua residência atual.

E a recomendação oficial da Sony é criar uma nova conta na região para a qual o usuário se mudou, obrigando os usuários a começarem sua coleção digital do zero.

Como todos podem conlcluir, se a Sony endurecer a fiscalização, o que ela pode fazer a qualquer momento, os jogadores que construíram bibliotecas digitais usando contas alternativas não teriam a quem recorrer.

Fonte: Games.gg.

Fonte: www.adrenaline.com.br