Nova DDR5 MRDIMM promete desempenho de DDR6 sem trocar o soquete do servidor

Veja como os módulos chegam a 17.600 MT/s em três gerações e quais chips da Intel e AMD já adotam a tecnologia nos data center

A DDR5 MRDIMM está se firmando como a resposta da indústria para um dilema caro: como dar mais largura de banda aos servidores sem esperar pela DDR6 nem redesenhar as placas.

Segundo análise da Bernstein Research, divulgada pela conta @intelfabs no X, cada geração do formato deve igualar as taxas de transferência da geração equivalente da DDR6.

A vantagem central está na compatibilidade: os módulos MRDIMM usam a mesma pinagem dos slots DDR5 atuais, e a migração para a DDR6 exigirá conectores novos, com custo mais alto tanto nos módulos quanto nas plataformas.

A terceira geração do padrão, prevista para perto de 2030, deve alcançar 17.600 MT/s, quase o triplo das DDR5 RDIMM mais rápidas do mercado e o mesmo teto projetado para a DDR6.

Como a DDR5 MRDIMM multiplica a velocidade

A sigla MRDIMM significa Multiplexed Rank DIMM, onde o módulo adiciona um multiplexador e chips de buffer que coordenam múltiplos ranks de memória em paralelo, elevando a taxa efetiva de transferência muito acima dos 6.400 MT/s do padrão DDR5 tradicional.

O formato foi padronizado pela JEDEC no início da década e estreou comercialmente nos Xeon 6 “Granite Rapids” da Intel, com módulos de até 256 GB.

A demanda por inteligência artificial nos Data Centers acelerou a adoção, já que os aceleradores modernos passam boa parte do tempo esperando dados da memória.

Geração Velocidade Ganho sobre RDIMM DDR5 Plataformas
1ª (atual) 8.800 MT/s +37,5% Intel Xeon 6 (Granite Rapids)
12.800 MT/s 2x Intel Diamond Rapids e AMD EPYC Venice
3ª (~2030) 17.600 MT/s ~2,75x A definir

“Isso significa que é possível manter o servidor existente e se beneficiar de mais largura de banda sem precisar migrar para a DDR6”

Intel e AMD já reservaram lugar na fila

A segunda geração tem endereço certo: os Diamond Rapids “Xeon 7” da Intel, fabricados no processo 18A-P com até 192 núcleos e 16 canais de memória, devem adotar os módulos de 12.800 MT/s em 2027.

A AMD chega antes, os EPYC Venice (primeiros chips de alto desempenho no nó de 2 nm da TSMC e baseados na arquitetura Zen 6), têm lançamento marcado para este mês e também abraçam o padrão no hardware de Data Center.

Porem, vale salientar que existe uma exceção na estratégia da AMD… A linha Verano, voltada à inferência de IA em racks otimizados por watt, deve usar memória LPDDR5X no formato SOCAMM2, deixando a MRDIMM para as cargas de computação geral.

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DDR6 só deve estrear entre 2028 e 2029

O calendário joga a favor da MRDIMM, com as três grandes fabricantes de memória iniciando o desenvolvimento conjunto de substratos para a DDR6, movimento que aponta estreia comercial entre 2028 e 2029, restrita a servidores (apesar do coronograma inicial ter sido 2027).

Versões MRDIMM da própria DDR6 devem existir um dia, mas o histórico sugere paciência. A variante multiplexada da DDR5 levou anos para sair do papel após a padronização, e o mesmo intervalo tende a se repetir na geração seguinte.

Para quem opera Data Centers hoje, a conta fica simples: dobrar a largura de banda trocando apenas os módulos, sem tocar em placa-mãe nem em conector, enquanto a DDR6 amadurece longe das prateleiras.

Fonte(s): Wccftech e @intelfabs (X)

Fonte: www.adrenaline.com.br