Pesquisador revela nova falha grave no Windows que concede acesso total ao sistema

Exploit batizado de ShieldBreak eleva privilégios além do administrador e já é detectado pelo Defender; veja quem segue vulnerável.

Uma nova falha no Windows divulgada nesta quinta-feira (13) entrega privilégios de nível SYSTEM a qualquer conta comum capaz de rodar um trecho de código. O exploit foi batizado de ShieldBreak pelo próprio autor, o pesquisador que assina como Nightmare Eclipse.

O nível SYSTEM fica acima da conta de Administrador e libera controle irrestrito da máquina. Pela descrição publicada, o problema atinge versões atuais do Windows 11, do Windows Server 2025 e do Windows 10.

Reprodução/Nighmare Eclipse

ShieldBreak nasce de uma correção incompleta

O código é apresentado como continuação do RoguePlanet, vulnerabilidade anterior nos subsistemas do Windows Defender. Eclipse sustenta que a Microsoft fechou aquela brecha pela metade e que o novo exploit contorna a proteção acrescentada depois do primeiro relatório.

“A Microsoft não corrigiu o RoguePlanet corretamente.”

Nightmare Eclipse

A prova de conceito abre um prompt de comando com permissões elevadas. Pesquisadores de segurança conhecidos do meio, entre eles Kevin Beaumont e Will Dormann, relataram ter reproduzido o ataque em suas próprias máquinas:

Sistema Situação apontada pelo autor Prova de conceito
Windows 11 Versões recentes afetadas Incluída
Windows Server 2025 Versões recentes afetadas Incluída
Windows 10 Citado como afetado Não incluída
Microsoft vai cobrar mais por licenças do Windows 11 e deixará PCs mais caros
Divulgação/Microsoft

Teste indica que o pacote de agosto fechou a brecha

Tom’s Hardware tentou reproduzir o ataque em uma máquina virtual atualizada e não obteve resultado. O sistema testado rodava a build 10.0.26200.9168, já com os pacotes liberados na terça-feira anterior.

A captura publicada no repositório do ShieldBreak mostra o exploit ativo na build 10.0.26100.33296, anterior à atualização. A distância entre as duas versões sustenta a hipótese de que o pacote cumulativo de agosto tenha tapado o caminho usado pelo código.

A Microsoft também distribuiu uma assinatura de detecção pelo Windows Defender. O alerta apareceu num intervalo de vinte minutos entre dois testes consecutivos, sinal de resposta rápida à divulgação.

Parque corporativo continua no alcance

Um teste isolado não encerra a checagem, e equipes de segurança precisam validar cada ambiente antes de dar o assunto por resolvido. Computadores domésticos que adiam atualizações seguem expostos.

Empresas costumam segurar pacotes por semanas até confirmar que nada quebra em produção. Esse intervalo mantém uma fatia relevante das máquinas vulnerável mesmo depois de a correção existir.

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Quem assina o ShieldBreak

Pouco se sabe sobre Nightmare Eclipse além da hostilidade declarada à Microsoft, empresa que o pesquisador acusa de ter arruinado sua vida.

Nomes como Brian Krebs e Kevin Beaumont levantam a hipótese de um ex-funcionário descontente. A teoria ajudaria a explicar o conhecimento fino dos subsistemas do Defender, alvo tanto do RoguePlanet quanto do ShieldBreak.

Nenhuma das partes confirmou a identidade, e a sequência de zero-days atribuída ao pesquisador continua crescendo.

Fonte(s): Tom’s Hardware

Fonte: www.adrenaline.com.br